sexta-feira, 15 de novembro de 2024

NÃO SOU UM COPO MEIO VAZIO E NEM MEIO CHEIO

 

NÃO SOU UM COPO MEIO VAZIO E NEM MEIO CHEIO

Terapia hoje é como exercício físico que é recomendada por médicos e todos os profissionais de saúde, existe a tríade alimentação, atividade física e rotina que é o básico para uma saúde equilibrada, no entanto, o último quesito se desdobra em tantas outras coisas que é o que tenta permear a saúde mental (começamos com uma boa higiene do sono, ativação de neurotransmissores, serotonina, dopamina, adrenalina, ocitocina, regulações hormonais, aprender lidar com emoções ,ansiedade, e relações interpessoais e etc.). Tudo absolutamente tudo ligada à nossa mente influencia na nossa saúde física e na qualidade de vida, por tanto, defendo não somente terapia como uma rede de profissionais multidisciplinares para auxiliar a população a lidar com os conflitos da psiquê.

 

Acredita-se que este século XXI surgiram mais pessoas com transtornos neuro divergentes ou adoecidas psicologicamente, de fato a tecnologia é algo que acelera bastante o ser humano que não foi projetado para viver acelerado. Porém, a temos a nosso favor para diagnosticar e tratar para que alguém com autismo, por exemplo, consiga ter o mínimo de qualidade de vida possível. A pandemia de COVID-19 veio para mostrar que a Ansiedade patológica não é frescura, muitas pessoas perderam a vida por conta da ansiedade, crises de pânico, cometeram suicídio por conta do “vírus do pânico”. Obvio que muitas pessoas morreram, e foi uma época muito sombria e triste, mas gostaria de demonstrar que uma pessoa que sofre com ansiedade, crise de pânico e outras cid’s que somatizam com essa comorbidade, sofrem um inferno interno.

 

Gostaria de falar do transtorno de personalidade borderline ou limítrofe, eu tenho esse diagnostico, mas ele não me define. Me considero uma boa pessoa, mas sofro por sentir demais as emoções, eu escuto que sem querer eu sufoco as pessoas (dependência emocional), que interpreto de modo errôneo falas ou situações. Eu mesmo não tendo dolo de fazer esse tipo de coisa, eu acabo deixando quem eu gosto mal, chateado(a) comigo. E sabe o que é ruim? o TPB pode simplesmente coexistir com outros transtornos, como por exemplo, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, Bipolaridade ou autismo e por aí vai. Não existe uma medicação específica também, é tudo mais complicado, não somos pessoas más, pelo contrário, a maioria se machuca ao invés de machucar o outro.

 

A verdade é que ninguém fica feliz com nenhum diagnostico de transtorno de personalidade, mas esse vem acometido com o medo de abandono, e a verdade é que talvez você fique só, e permaneça sozinho ou melhor sozinha, pois borderline acomete 90% o público feminino. E não julgo sendo uma, não julgo quem abandona ou não aguenta ficar em uma relação amorosa, com uma bomba de emoções. Porém a pessoa vai fazer de tudo por quem ela gosta, intensidade ao extremo e empatia  são marcas registradas.





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