NÃO SOU UM COPO MEIO VAZIO E NEM MEIO
CHEIO
Terapia hoje é como exercício físico
que é recomendada por médicos e todos os profissionais de saúde, existe a
tríade alimentação, atividade física e rotina que é o básico para uma saúde
equilibrada, no entanto, o último quesito se desdobra em tantas outras coisas
que é o que tenta permear a saúde mental (começamos com uma boa higiene do
sono, ativação de neurotransmissores, serotonina, dopamina, adrenalina,
ocitocina, regulações hormonais, aprender lidar com emoções ,ansiedade, e
relações interpessoais e etc.). Tudo absolutamente tudo ligada à nossa mente
influencia na nossa saúde física e na qualidade de vida, por tanto, defendo não
somente terapia como uma rede de profissionais multidisciplinares para auxiliar
a população a lidar com os conflitos da psiquê.
Acredita-se que este século XXI
surgiram mais pessoas com transtornos neuro divergentes ou adoecidas
psicologicamente, de fato a tecnologia é algo que acelera bastante o ser humano
que não foi projetado para viver acelerado. Porém, a temos a nosso favor para
diagnosticar e tratar para que alguém com autismo, por exemplo, consiga ter o
mínimo de qualidade de vida possível. A pandemia de COVID-19 veio para mostrar
que a Ansiedade patológica não é frescura, muitas pessoas perderam a vida por
conta da ansiedade, crises de pânico, cometeram suicídio por conta do “vírus do
pânico”. Obvio que muitas pessoas morreram, e foi uma época muito sombria e
triste, mas gostaria de demonstrar que uma pessoa que sofre com ansiedade,
crise de pânico e outras cid’s que somatizam com essa comorbidade, sofrem um
inferno interno.
Gostaria de falar do transtorno de
personalidade borderline ou limítrofe, eu tenho esse diagnostico, mas ele
não me define. Me considero uma boa pessoa, mas sofro por sentir demais as
emoções, eu escuto que sem querer eu sufoco as pessoas (dependência emocional),
que interpreto de modo errôneo falas ou situações. Eu mesmo não tendo dolo de
fazer esse tipo de coisa, eu acabo deixando quem eu gosto mal, chateado(a)
comigo. E sabe o que é ruim? o TPB pode simplesmente coexistir com outros
transtornos, como por exemplo, Transtorno de Déficit de Atenção e
Hiperatividade, Bipolaridade ou autismo e por aí vai. Não existe uma
medicação específica também, é tudo mais complicado, não somos pessoas más,
pelo contrário, a maioria se machuca ao invés de machucar o outro.
A verdade é que ninguém fica feliz
com nenhum diagnostico de transtorno de personalidade, mas esse vem acometido
com o medo de abandono, e a verdade é que talvez você fique só, e permaneça
sozinho ou melhor sozinha, pois borderline acomete 90% o público feminino. E
não julgo sendo uma, não julgo quem abandona ou não aguenta ficar em uma
relação amorosa, com uma bomba de emoções. Porém a pessoa vai fazer de tudo por
quem ela gosta, intensidade ao extremo e empatia são marcas registradas.


